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A comunicação como diferencial
Por Márcia Andréia S. Almeida
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O despertar das organizações para a modernização de suas estruturas vem colocando em discussão a capacidade dessas instituições de inovar, identificar e atender os requisitos do cliente, ser flexível, humana e acima de tudo comunicativa.

Assim, as organizações estão mudando em razão da necessidade de serem pró-ativas, competitivas, criativas e adaptáveis às transformações do ambiente externo. E, se considerarmos a carga dialógica dos processos organizacionais, ou seja, sua carga comunicacional, não dá para pensar em mudança sem discutir o perfil comunicacional da organização e, conseqüentemente, o das pessoas.

A partir desse mês as áreas técnicas da ANP estarão recebendo o BDEP Online. Essa iniciativa surgiu a partir da necessidade de divulgarmos as diversas atividades e projetos realizados pelo Banco de Dados de Exploração e Produção da ANP. Localizado na Urca, agora ele ficará mais próximo.

No entanto, essa discussão deve se dá no contexto que compreende a gestão da comunicação como fator de sucesso para as organizações. E, nesse sentido, destacam-se três aspectos: a gestão dos ativos intangíveis, a transparência e a responsabilidade social.

A responsabilidade social é tema permanente na pauta de organizações de todo mundo. No centro dessa discussão, está a necessidade de prestar contas à sociedade do custo social do processo produtivo, demonstrando como a sociedade está sendo compensada. E isso tudo para atender a uma nova mentalidade, emergente, de cidadãos consumidores, que se caracteriza pela consciência do seu poder de compra.

A transparência, como conduta de gestão, foi elevada à categoria de valor. Quem é socialmente responsável não tem porque não ser transparente. E, nessa perspectiva, a transparência é, essencialmente, atitude comunicacional.

A necessidade de fazer a gestão dos ativos intangíveis colocou as organizações diante do fato de que, tanto sua imagem, quanto à dos produtos e serviços que comercializa pode ser o bem mais caro que se possui. A marca mais valiosa do mundo está avaliada em 66 bilhões de dólares e pertence ao Google (BrandZ, 2006). 

Esses aspectos têm levando as organizações não apenas a repensar suas práticas produtivas, mas a comunicá-las aos seus públicos de interesse, por meio de estratégias discursivas que evidenciam o seu diferencial, enquanto organização pública ou privada. E, para isso, é fundamental a adesão das pessoas que a integram e a revisão do modelo de gestão da informação, vigente.

Numa sociedade que, cada vez mais, utiliza a informação para auxiliar a tomada de decisões, quem não diz o que faz de modo estratégico, está fora. E dizer o que se faz, desse modo, implica o desenvolvimento de equipes comprometidas com a transparência, dispostas a analisar e expor, criticamente, seus resultados, compreendendo o impacto social da sua produção, criando alternativas compensatórias inovadoras e viáveis e, sobretudo, com visão estratégica de comunicação, o que implica abandonar a premissa de que reter informação é sinônimo de poder, para adotar aquela que pressupõe que, num ambiente de alta competitividade, o que diferencia as organizações é a forma como elas se comunicam com seus públicos de interesse.

*Márcia Andréia S. Almeida, é professora universitária, Jornalista especializada em Comunicação Empresarial e Mestre em Comunicação e Cultura pela UFRJ.


BDEP inicia o Projeto Remaster

O Projeto Remaster nasceu de duas necessidades, a primeira é manter o acervo do Banco de Dados de Exploração e Produção – BDEP adequado as políticas de segurança, visto que as fitas entregues pelas empresas possuem uma vida útil média de 10 anos. A segunda é diminuir o espaço utilizado para guardar o acervo, que já se encontra totalmente ocupado, necessitando-se guardar as fitas em outras locações, longe do BDEP. 

Com o geólogo Luciano Lobo da SDT a frente deste projeto, após várias reuniões para estabelecimento de como seriam suas diretrizes, em agosto de 2007 foi iniciada a primeira cópia dos atuais cartuchos de capacidade variando entre 10Gb e 20Gb, para cartuchos com capacidade de 500Gb.

Assim sendo, o Projeto Remaster irá possibilitar a diminuição em aproximadamente 97% o atual acervo de fitas que se encontram na fitoteca. Possibilitará também o controle total da qualidade das fitas dos dados de sísmica pré-stack e por fim eliminará o problema de vida útil das fitas 3590 com mais de 10 anos, assegurando desse modo a disponibilidade, integridade, confiabilidade e organização dos dados armazenados no BDEP.

Poços

Encontra-se em fase final de testes na SDT o preenchimento via WEB da Notificação de Perfilagens Realizadas (NPR). Fruto de um trabalho conjunto dos técnicos da SDT e do NIN, a disponibilização de carga da NPR via iSIGEP trará uma série de benefícios ao processo de avaliação e carga de dados de poços, dentre os quais podemos citar a melhor consolidação dos dados de perfilagens no SIGEP, e maior agilidade na entrada dos mesmos. A carga online da NPR, além de submeter a notificação a uma série de filtros para verificação de sua coerência, desonera o tempo dos técnicos da SDT quanto ao retrabalho de digitação de suas informações no SIGEP, exigindo apenas uma avaliação visual para sua efetivação. 

Também em parceria com o NIN, o grupo de avaliação e carga de dados de poços da SDT está desenvolvendo melhorias na base SCP (Sistema de Controle de Poços), visando prestar subsídios à SEP em suas ações regulatórias e fiscalizadoras. Os status resumidos dos dados de poços contidos na SCP serão disponibilizados em tempo real via SIGEP à equipe da SEP, auxiliando no procedimento de análise do cumprimento do PEM.

O responsável pela condução desses projetos é o geólogo Diogo Freitas da SDT.

Você conhece o BDEP?

A organização, administração, manutenção e disponibilização dos dados técnicos gerados pelas atividades de Exploração e Produção de Petróleo no Brasil, são atribuições legais da ANP. Para atender a estas atribuições, a ANP criou o Banco de Dados de Exploração e Produção - BDEP, inaugurado em 29 de maio de 2000.

O BDEP armazena e disponibiliza dados de sísmica, poços e de métodos potenciais (gravimetria e magnetometria), gerados pelas atividades de exploração e produção de petróleo nas bacias sedimentares brasileiras. Está instalado em cerca de 1.200 m² no escritório da CPRM no Rio de Janeiro, localizado na Urca. Para tal, as duas instituições firmaram um Convênio de Cooperação Técnico-Científica. O seu Centro de Processamento de Dados funciona 24 horas por dia, 7 dias na semana.


Visite a intranet do BDEP:
http://intra.bdep

O BDEP Online é um informativo eletrônico que tem como principal objetivo divulgar
as atividades desenvolvidas pelo Banco de Dados de Exploração e Produção da ANP.

Informações de eventual interesse para publicação neste boletim poderão
ser enviadas para: bdeponline@bdep.gov.br.